A volta, que eu imaginava um momento muito legal, foi e ainda é um dos piores momentos. Desequilibrio total, cansaço e...uma ausência enorme, incompreensivel para os outros ao lado de mim. Uma perda, com a qual eu tenho que viver agora, e com a qual parece impossivel viver.

A França parece triste. O tempo se parece ao mês de novembro aqui: ta frio (15°C no maximo) e ta chovendo muito. Eu nao consegui levar o sol e o calor carioca comigo. As mudanças climaticas sao mais fortes... Todo mundo ta falando francês, nao ouço mais essa lingua portuguesa tao chic. As ruas sao tranquilas: ninguem fala alto, os carros sao silenciosos e nao têm alarmas barulhentas, nao tem cachorros que me acordam às 6-7h da manha, os camioes do lixo tambem nao me acordam mais, pois eles passam uma vez por semana so...tudo parece em suspensao, sem viva, sem cor, sem cheiro, sem gosto forte. (tirando...o queijo francês que eu comi hoje rss)

Nao ha mais de Belisario Augusto, e, pior, nao ha mais de Otavio Carneiro. As ruas e todas as imagens invadem a minha cabeça, mas estao ausentes da minha visao.

(e nao tem mais todos as acentos no teclado!!)

Mesmo os amigos, que eu fiquei feliz por ter encontrado de novo, nao conseguem substituir essa ausência.

Ausência. Vazio. Vertigem.

Dor.